Cervejeiras. Ar comprimido, oxigénio para o mosto e CO2.
As cervejarias utilizam ar comprimido no controlo de processos, para posicionar barris, garrafas e latas nas cabeças de enchimento, para acionar válvulas e para impulsionar líquidos e bagaço de malte, de acordo com um guia de 1998 da Brewers Association of Canada e da Natural Resources Canada; o mosto é arejado ou oxigenado antes da inoculação da levedura. A Ultra Controlo distribui e presta assistência aos compressores isentos de óleo Gardner Denver, que o fabricante indica para o setor alimentar e de bebidas, e fabrica os secadores de adsorção ULTRADRY, que o seu folheto indica para a indústria alimentar.
Da eletricidade de uma fábrica de cerveja para ar comprimido, aproximadamente, de acordo com o guia canadiano (1998)
02
10%
Da energia elétrica para o ar comprimido numa cervejaria britânica de enchimento em barril, segundo o LBNL (2003)
03
3–4kg/hl
CO₂ da fermentação por hectolitro de mosto, segundo o LBNL (2003)
04
99,8%
Pureza mínima do CO₂ que pode ser liquefeito, de acordo com o guia canadiano (1998)
Para onde vão o ar e o gás
Ar, oxigénio e CO₂, desde a sala de fermentação até ao barril.
O guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998) e o guia norte-americano ENERGY STAR para cervejarias (2003) descrevem estas utilizações do ar comprimido e dos gases de processo.
Controlo de processos
Válvulas e atuadores
Movimento linear ou rotativo para acionar e posicionar com precisão as válvulas de controlo.
Embalagem
Barris, garrafas e latas
Mecanismo linear que posiciona barris, garrafas e latas nas cabeças de enchimento.
Sala de brassagem
Bagaço de malte e líquidos
Impulsionar o bagaço de malte ou empurrar líquido de recipientes nos casos em que a bombagem não é aconselhável ou é difícil.
Mosto
Arejamento ou oxigenação
O mosto arrefecido é oxigenado e misturado com a levedura antes de ser encaminhado para o fermentador; o oxigénio é essencial para o desenvolvimento das membranas das células da levedura.
Fermentação
Recuperação de CO₂
Num fermentador fechado, o CO₂ pode ser recuperado e utilizado posteriormente na carbonatação; a fermentação produz cerca de 3 a 4 kg de CO₂ por hectolitro de mosto.
Cavidades e enchimento
CO₂ e azoto
Gases de processo que carbonatam a cerveja e a mantêm protegida do oxigénio durante o enchimento, as transferências, o engarrafamento, o enlatamento e o enchimento em barril.
Fontes: Associação de Cervejeiros do Canadá, Recursos Naturais do Canadá e CIPEC, «Oportunidades de Eficiência Energética na Indústria Cervejeira Canadiana», primeira edição (1998), secções 2.1, 2.7 e 2.8, entretanto substituída por uma segunda edição (2012); Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, «Melhoria da eficiência energética e oportunidades de poupança de custos para cervejarias», guia ENERGY STAR (2003).
Pressão e energia
Produzir com a pressão de que a cervejaria necessita.
O guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998) considera o ar comprimido o recurso mais dispendioso da fábrica e explica porquê.
Energia
Cerca de 85 % transforma-se em calor
Cerca de 85% da energia elétrica utilizada para produzir ar comprimido transforma-se em calor, e apenas o restante em energia pneumática.
Fonte: Guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998), secção 2.7.
Pressão
Requer 5 bar g, produz 8 bar g
A operação que requer a pressão mais elevada deve determinar a pressão do sistema. No exemplo do guia, produzir 8 bar g quando apenas são necessários 5 bar g aumenta desnecessariamente os custos em 40%.
Fonte: Guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998), secção 2.7.
Fora de produção
Desligar, mas manter a instrumentação ligada
Desligue os compressores quando a produção estiver parada; caso seja necessário ar comprimido para a instrumentação, o guia sugere a utilização de um compressor separado para essa função.
Fonte: Guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998), secção 2.7.
Os números provêm da primeira edição do guia, de 1998, e ilustram o princípio; não constituem um dimensionamento para nenhuma cervejaria. Fonte: Brewers Association of Canada, Natural Resources Canada e CIPEC (1998).
O que oferecemos
Para o ar, o gás e a linha de enchimento.
Equipamento que o catálogo e o folheto da Ultra Controlo, bem como os fabricantes parceiros, associam aos setores da alimentação, das bebidas e do engarrafamento.
Fontes: catálogo Industrial 2026 da Ultra Controlo, pp. 11 e 12; folheto industrial da Ultra Controlo; ficha técnica ULTRADRY; Gardner Denver, página dos compressores sem óleo e brochura sobre filtros; Elmo Rietschle, página da série IDS.
Um único fornecedor. Fabrico e assistência em Portugal.
A Ultra Controlo é um fabricante português de sistemas de ar comprimido, vácuo e gases técnicos, com 40 anos de experiência. Concebemos, montamos e testamos em Portugal os nossos compressores, secadores e torres de carvão, e fornecemos e prestamos assistência a cinco marcas parceiras.
Linhas próprias
Compressores « ULTRASCREW », secadores «ULTRASEC» e «ULTRADRY» e torres de carvão ativado «ULTRAK».
Manutenção preventiva e corretiva, peças sobressalentes originais e assistência de emergência, prestadas pela nossa própria equipa.
Fonte: Catálogo Industrial 2026 da Ultra Controlo, pp. 3, 10, 16, 17 e 22.
Perguntas
Cervejeiras: perguntas e respostas.
Para que serve o ar comprimido numa fábrica de cerveja?
O guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998) refere o controlo de processos, o posicionamento de barris, garrafas e latas nas cabeças de enchimento, o acionamento de válvulas de controlo, o transporte do bagaço de malte, o transporte de líquido a partir de recipientes, os agitadores portáteis e as ferramentas manuais.
Que percentagem da eletricidade consumida por uma fábrica de cerveja é utilizada para o ar comprimido?
O guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998) indica que uma cervejaria necessita normalmente de cerca de 8% da sua eletricidade total para o ar comprimido, sendo esse valor muito superior caso possua uma estação de tratamento aeróbico de águas residuais; um estudo britânico sobre uma cervejaria de enchimento em barril, citado pelo LBNL (2003), aponta para 10% da energia elétrica.
Quanto CO₂ produz a fermentação?
O guia ENERGY STAR do LBNL para cervejarias (2003), citando o guia canadiano de 1998, indica cerca de 3 a 4 kg de CO₂ por hectolitro de mosto, que os fermentadores fechados podem recuperar e utilizar posteriormente na carbonatação.
Por que se areja ou oxigena o mosto?
O LBNL (2003) afirma que o mosto arrefecido é oxigenado e misturado com a levedura a caminho do fermentador, uma vez que o oxigénio é essencial ao desenvolvimento das membranas plasmáticas das células da levedura; o guia canadiano (1998) afirma que o mosto é arejado ou oxigenado antes da inoculação da levedura.
A que pressão deve funcionar o ar comprimido de uma máquina de fazer cerveja?
O guia canadiano sobre energia na indústria cervejeira (1998) afirma que a operação que exige a pressão mais elevada deve determinar a pressão do sistema; no exemplo apresentado, produzir 8 bar g quando apenas são necessários 5 bar g aumenta desnecessariamente os custos em 40%.